quarta-feira, 20 de julho de 2011

Dia do amigo é todo dia

Algumas passagens tradicionais - ou não - que nos mostram a importância de ter alguns bons amigos ao lado.

Na época de colégio: Festa de Haloween. Encontrei o menino que eu gostava pegando uma das meninas que eu mais odiava. Como o clichê manda, fui para o banheiro chorar enquanto minha amiga foi atrás dos dois e ameaçou a menina. Juro, me senti mais leve.

O primeiro término: Era quase um ano e meio juntos, somando o tempo de 'ficadas'. Aquele dia ele me chamou pra conversar. Terminou comigo pra ficar com outra. Entrei em casa aos prantos, minha mãe me colocou no colo e me fez cafuné a noite inteira.

No telefone: "Onde você tá?". "Na faculdade, no auditório". "Sério? Que legal! Tá tendo palestra de que?". "Não, não tá tendo palestra". "Ué, mas o que você tá fazendo no auditório, então?". "Hãm? Não, quê auditório?" . RISADAS.

Na balada: "Já falei, ela tá acompanhada. Você pode fazer isso? - pega nos peitos - não, não pode! Sai daqui!". Ou você está bêbada e carente. Além de passar mal, começa a chorar, como se não existisse amanhã. E de repente alguém está te chacoalhando e gritando: "Tá todo mundo querendo te pegar na porra dessa festa e você tá ai, chorando. Acorda pra vida, porra !"

No dia-a-dia: "Tô estressada". "Bora tomar uma cerveja?".

Distante: "Oi, só liguei pra desejar boa sorte. Vai dar tudo certo. Confio em você".

Na hora do aperto: "Vamos, eu pago a sua hoje".

No aniversário: Um brownie, uma cerveja e alguns abraços as duas manhã, tendo que acordar cedo no dia seguinte. Ou uma garrafa de tequila na comemoração.

Entre muitos outros casos. Como já cantava Tom Jobim: "é impossível ser feliz sozinho". Feliz dia do amigo a todos. Aqueles que o são, sabem que independente de estarem aqui retratados ou não, de receber uma mensagem, uma ligação, um tweet ou não, merecem parabéns e obrigada por me aguentar, um dia, alguns meses ou vários anos. Amo vocês.

sábado, 9 de julho de 2011

Need You Now - Adele


Picture perfect memories,
Scattered all around the floor.
Reaching for the phone 'cause
I can't fight it anymore.
And I wonder if I ever cross your mind
For me it happens all the time.

domingo, 19 de junho de 2011

Meus dias de dona aranha

A pergunta é constante: por que é que tudo dá errado? Sempre. Quando as coisas parecem estar entrando nos eixos, o mundo se revolta e voltamos à estaca zero. Sabe a música da aranha, que tenta escalar a parede e a chuva não deixa? Pois é, por aqui está assim: uma tempestade sem fim. São acontecimentos e mais acontecimentos que não me deixam dormir, que fazem minha cabeça doer... que me tiram a paz, as forças, o chão.

Sabe, isso cansa. E o cansaço me deixa apática, sem vontade de seguir. A unica vontade é apenas desistir. Sempre optei pelos caminhos mais difíceis, estou cansada. Agora quero ser covarde e optar pelo mais fácil. Quero sentar num canto e chorar a alma. Acender um, dois, três cigarros. Sentir o vento secar meu rosto...

Quero uma dose de tequila. E depois simplesmente partir. Assinar o contrato de perdedora e me libertar de tanta maldade, injustiça. Deixar o ódio, a falsidade e o moralismo para trás. Seguir sem apertos ou dores e nunca mais ter que controlar as lágrimas que insistem em cair.

Eu não aguento mais.

domingo, 12 de junho de 2011

Apenas uma lembrança do dia dos namorados ou como ser idiota por alguém

Da série histórias da vida. O casal de namorados eram dois amigos do colégio. Quer dizer, ela era minha melhor amiga e ele colega de sala. Começaram a namorar depois que ela saiu de um relacionamento complicado. Apesar de estarmos no primeiro colegial, com 16 anos, o namoro era daqueles típicos de colégio: mamãe-não-sabe-papai-não-quer.

O mês de junho chegou e minha amiga se animou. Toda empolgada falando em presentes e pedindo a minha opinião. Ele, ao contrário, sempre quieto, não falava no assunto e quando alguém o fazia, o dito cujo mudava o rumo da conversa, prontamente.

Eu estranhei e chamei o cara pra conversar. Ele me confidenciou, em 15 minutos de papo, que tava sem grana, que não podia pedir para os pais, que os velhos não sabiam do namoro e nem poderiam saber, por causa da religião deles e blá blá blá whiskas sachê. Intuição de mulher não falha.

Durante a semana inteira fiquei martelando aquilo na cabeça, não conseguia encontrar um jeito de falar pra minha amiga que ela tinha gastado uma grana no presente dele, mas que ela ia ficar de mão abanando. Gente, aquilo ia ser um desastres do grande. Ela ia chorar e fazer drama.

Aquele dia dos namorados, senão me engano, era numa segunda-feira. No final de semana, fui comprar o presente do meu namorado e não resisti: comprei o dela também. Como se não bastasse, passei na casa dele e entreguei pra ele, mandei esconder na mochila e entregar pra ela no colégio, na segunda.

Ele agradeceu, jurou me reembolsar. No final da tarde de segunda ela me ligou feliz e sorridente falando sobre o presente. Fiz que não sabia de nada. Ela ficou feliz, ele também e eu sem dramas.
Mas, a vida não é um conto de fadas e como não existe o viveram felizes para sempre, eles terminaram.

Cerca de um ano depois, ela parou de falar comigo por causa de outro namorado. E eu fiquei sem amiga e sem dinheiro. Coisas que acontecem.



quarta-feira, 8 de junho de 2011

Quebra-Cabeça

Incrível como as coisas mudam. Sabia que desde o dia em que eu admitisse pra mim mesma, que talvez o mundo teria sua parcela de razão, elas mudariam. Pensamentos me invadem toda noite. Perguntas, perguntas e mais perguntas misturadas a uma certa ansiedade. Não gosto de esperar, nem de meio termos. Se é, é. Se não é, simplesmente não é. A dúvida não deve existir, ela é a pior coisa do mundo, ainda mais pra uma pisciana! E a partir dela você começa a enxergar o que quer. Corre o risco de juntar as peças erradas do quebra-cabeça. É uma sensação estranha que eu não consigo definir. Depois de muito eu lutar, todos tentaram me convencer que sim, torço para que eles estejam certos.

domingo, 5 de junho de 2011

A diferença entre amor e paixão



"Eu quero alguém que divida o chão comigo.
Quero alguém que me traga fôlego.
Quero dormir abraçada sem susto"

Pra quem quiser mais, clica lá no Blog da Fernanda Mello


terça-feira, 31 de maio de 2011

Decisões

A sensação é que apertaram o 'voltar' na minha vida. E cada passo dado a frente, estou voltando dois atrás. E você se vê presa a algo que não gosta, não quer. Que simplesmente valia o sacrificio. É triste ter que admitir, olhar pra frente e não enxergar nada. O ontem se repete no hoje e o amanhã nunca chega.

Achei que estivesse certa. Achei que tudo daria certo. Um dia acreditei poder ser feliz. Será? Lutei contra tudo e contra todos durante os meus 22 anos de existência, uma hora cansa. É a hora de desistir, de bater o martelo e jogar a toalha.

Quem sabe um dia as coisas não mudem por vontade própria já que a determinação não está dando conta. Quem sabe um dia eu não me acostume com a vida assim. Não sei. Quem sabe?
Uma batalha está perdida.

E a vida continua. Não sei se vou ou se fico.