sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Mudanças

Resolvi mudar um pouco a 'linha editorial' aqui do blog. Além das crônicas e poesias - confesso, cada vez mais raras - vou passar a escrever sobre música, livros, filmes e coisas mais amenas. Sinto que estou muito exposta, apesar de tentar utilizar as entrelinhas. Não vou deixar de escrever o que estou sentindo, não é isso. Mesmo por que algumas coisas que estão aqui, estão só aqui. Mas, talvez, com o foco mais abrangente, diminua um pouco.

Escrever é mais do que desabafar. É deixar registrado. É poder guardar. É ir além, mudar, voltar, transformar, adaptar e buscar. Sobretudo, melhorar. É só isso que eu busco.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Apenas um registro

E mesmo sem motivos eu ainda lembro de você no meio de um dia corrido. Vontade de saber como você tá e de contar as coisas que me aconteceram nessas pouco mais de 24 horas que não nos falamos. Olho para o celular: mensagens, nova mensagem de texto. No destinatário o seu nome. Uma, duas, três, quatro, cinco palavras. Alguém me chama e faz uma pergunta. Volto ao celular: Limpar. Sair! Nada disso faz sentido. Eu sei, você sabe.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O conto de fadas da vida real

Queria falar de sentimentos. De livros. De filmes. De momentos a luz da lua ou sobre aquele por do sol. Mas, tudo é tão ilusório. O cavalo branco, a espada, o príncipe, a princesa e as juras eternas de amor. Será que existe?

Por tanto tempo me fechei. Por tantas vezes calejei o coração. Preferia não tentar, não lutar, não amar a sofrer. E sofria sem saber. Chorava pra mim. Mas, melhor assim. Não sinto doer, não sinto tanto.

E agora tenho medo. Medo de voltar a sentir. Medo da minha risada, do friozinho na minha barriga. Da vontade de te ver e do quanto eu gosto de falar com você!

E por medo vou sair correndo. Vou me esconder na torre mais alta ou no buraco mais fundo. Vou ficar com raiva de mim e vou chorar. Mas, principalmente vou esperar você vir me buscar. Pegar minha mão e me fazer segura no seu abraço.


domingo, 16 de janeiro de 2011

Roleta Russa

Não costumo jogar porque não gosto de perder, mas dessa vez resolvi arriscar. Foram 5 minutos de lose control. De dúvida. De decisão. Como se fosse uma roleta russa, tudo girava e não saia da condicional: SE. E SE?

Joguei. Liguei. Mandei. Levei. Dormi, acordei. E agora não sei. 1/4 das minhas fichas eu coloquei na mesa. E ai, qual será a sua cartada? Vamos continuar jogando e eu apostando mais alto? Ou será que foi só isso?

Jogos são tão imprevisíveis, o coração também!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Código de Hamurabi

Eu tento não olhar para trás, mas você está sempre na minha frente. Desvio. Esqueda, direita. E quando paramos no farol, não olho para o lado. Tento ser firme e forte, mesmo que na arrancada eu derrame uma, duas ou três lágrimas. Mesmo que eu tenha secado ou, por acaso, percebido que você não merece nada além de desprezo. Tão pouco as minhas lágrimas.

Ignoro. Você me provoca. Ignoro. Você continua. Ignoro. Você apela. Ok, isso é um jogo? Eu também sei jogar. E bastou uma só carta. Uma só partida para você mudar de tática. Percebeu que ser tosco não era o caminho. Vestiu a máscara de bom moço. Coitado, tosco ao quadrado.

Já dizia o ditado popular: 'Quem não te conhece que te compre'. Eu paguei um valor alto. Que aos poucos, vem sendo liquidado. Só eu sei como. Não quero que você sofra, eu sou capaz de aguentar. Você não. Mas, vai doer o dia em que se der conta do quão babaca você foi.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Ser ou nao ser? Eis a questão

Sempre gostei de falar sobre meus sentimentos. Recados, bilhetes, e-mails, SMS. Demonstrações eram feitas por todos e qualquer meio. Achava importante, necessário. Talvez não para os outros, mas pra mim. Presentes, lembranças, músicas. Meu Deus, quão brega e chata eu fui? Hoje eu entendo que ações valem mais do que palavras. Fique em silêncio, mas esteja ali. E isso basta.

Coisas do passado. Mudanças do presente. Me sinto menos chata e mais amada, pelo menos isso. Mas, ainda sinto falta de escrever e-mails fofos. E querer deixar registrado aquilo. Por vezes já apaguei diversos e-mails começados.

E hoje, escrevo sobre isso aqui. Para não escrever por lá. Policiamento. Para não parecer piegas. Agora a pergunta é: ser piegas é ruim?

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Exorcismo

De manhã ainda meio zureta / com rímel até a buchecha / lutando pra tentar me lembrar / Do que eu fiz a noite passada / se foi tudo ou quase nada / além das tequilas no bar (...) / Só lembro com exatidão / o copo, sal, limão / E depois meu trapézio no ar

Há muito venho tentando. Lutando comigo mesmo. Calejando não só as mãos. Paro de frente do espelho e me encaro. Sigo em frente. Finjo não ouvir, não ver e não ler. Não é comigo, não. Finjo. Apenas finjo. Escondo-me. Na tentativa de fugir de você. E sabe? Cansei. Há muito. Cada dia mais.

Aquela noite, mais uma vez eu desejei ter você por perto. Desejei ouvir sua voz e olhar no seu olho. E decidi também que seria a última. Cerrei os olhos e bastou. Entendi que, na tentativa vã de fuga, me perco cada vez mais de mim. Acabo remando para o lado errado do rio. Correntes me prendem a você.

Resolvi, então, apelar: para a paciência e boa vontade daqueles que estavam comigo. Apelei para a branca e para a amarela. Elas, só elas. Mandei o resto para a casa do caralho: maquiagem, cabelo, vestido e salto. Estava acabada e era assim que queria ficar. Pela última vez.

Sangrei. Chorei. Coloquei pra fora o asco, as tripas e o coração. Depois, ainda com dor, eu ri. Dei risada. Disse tchau. Sai desse corpo que não te pertence. E fui embora de você para nunca mais voltar.