sábado, 26 de janeiro de 2008

"Música para você"

"(...) Musicar o tempo em que você me amou. Ser uma canção pra te entregar (...) Notas pelo ar. Minha voz, uma razão pra você voltar. Recriar os sons que você não escutou, a inspiração pra continuar. Decifrar os sonhos que a vida improvisou, minha condição quero te mostrar (...) Te buscar, sonhar, viver, viajar e amar você. Música e paixão."

As luzes ainda estão sobre ela. Na verdade, elas sempre lá estiveram. Foi assim quando criança e adolescente, é assim quando adulta. Nasceu sob a luz do Sol e cresceu sob a luz Divina. Dona de uma beleza irradiante e boneca de tudo, de porcelana. Mas, assim, só por fora.

As câmeras ainda a cercam e, para sempre a cercarão. Os flashes a incomodam um pouco, é verdade. As vezes mais de um lado, as vezes mais do outro. Mas, não demora para que eles se tornem, apenas, mais um pouco de luz a iluminar o seu jovem e desenhado, rosto. Macio, macio. É toda delicada, a mais delicada das porcelanas.

Sua voz não é voz, é mais que uma simples voz. Tornou-se profissão e, é mais que isso. Bem mais. É dom. É o seu mais doce destino. Faz-se única, a torna única. Impossível não identifica-la, não reconhece-la e não admira-la.

Um metro e cinqüenta de altura, uma verdadeira gigante. Menina-mulher, mulher-menina. Determinação, talento, coragem. Tudo isso e muito mais. Alegria, beleza, respeito, amor.

Ensinas, transmites, demonstras. Sozinha ou não, está sempre pronta. Vamos arriscar de novo, não é mesmo? Afinal, arriscou-se em Fascinação, Bachiannas n°5. No lírico, no jazz e, também no pop. Agora, é preciso parar, pensar, recomeçar. Você daí, a gente daqui. A espera é ansiosa.

Para quem a acompanha, passou do sertanejo ao pop, num piscar de olhos. Do pop à bossa nova, mais rápido ainda. Alguém ai, acredita que a menininha que cantava 'maria chiquinha' ao lado do irmão, hoje canta Tom Jobim ao lado de Marcelo Brakte? E mais, ela já e noiva e está prestes a completar 25 anos. Quanta coisa, não é mesmo?

17 anos sob as grandes luzes, sob os olhos dos críticos, sob os olhos dos grandes públicos. 11 anos, sob os meus olhos. E eu, ainda, não acredito. De fato, acompanhei a sua infância, adolescência e a fase adulta. Afirmo isso, mesmo achando que me perdi em algum ponto. Não é que ela cresceu e eu nem me dei conta.

A vida é mesmo assim, vai passando cada vez mais rápido. Seja para você, seja para mim. Pois é, mais um ano da sua vida passou, trazendo consigo, claro, um novo ano. Mais um para que estejamos juntas.

Que as músicas mudem mas, o sentimento não. Que você continue com a alma de menina e os encantos de garota. Entretanto, que a razão seja da mulher madura, que já caiu e levantou algumas vezes. Que você tenha a sabedoria e paciência, dos 25 anos vividos e, que continue sendo você, assim de carne e osso, com defeitos e qualidades. Afinal, foi assim que conquistou a todos. E este 'todos' não são poucos, ele passa por: Portugal, Espanha, França, Peru e até o Japão.

Ok, admito: Pode ser que nem todos gostem de ti, que tenham pre-conceitos, que deixam valerem-se pela mídia, ou que simplesmente não simpatize com você, com a sua música. Mas com toda certeza, sabem e devem reconhece-la.

Portanto, Sandy Leah Lima, neste dia, só o que quero desejar é: Música. Pois, música para mim, é alegria, emoção. É sentimento, felicidade. Lágrimas e sorrisos. Vitórias, dedicação. É aprendizado. É amor.

Parabéns!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

"Introspecção refletida"



Introspectiva, eu sou.
O espelho na minha frente, está.
Cara a cara: eu e eu mesma, estamos.

Um sorriso é refletido.
Um olhar é refletido.
A felicidade é o reflexo.

Introspectiva timidez.
Que muitas não o fez.
Que me fez deixar para depois.

Alegria inconsequente da paixão.
Risadas sem porques, a emoção.
Refletidas em meu rosto elas estão.


terça-feira, 1 de janeiro de 2008

"Ele chegou."


As paginas em branco estão.
E pingos de tinta as esperam.

Novas letras, historias velhas
Letras velhas, novas histórias.

São continuações contínuas.
É o novo que mal começa, e já termina.

Coisas, ontem eram passado.
Momentos,hoje é o futuro, falado.
Amanhã serão sonhos realizados.

Avante.
Sorria, busque, realize.
Avante.
Sonhe, seja, acredite.

Que os 365 novos dias.
Faça 2008, um ano cheios de alegrias.

sábado, 29 de dezembro de 2007

"Noite de verão"



A noite vem quente.

E um pouco inquieta.

Calma e meio descontente.


Na cama e sem conseguir dormir,

Cantarolo a canção que me ensinou,

De forma inconsciente.


Abraço o travesseiro e busco o seu perfume.

Enrolo pela cama, procurando seu corpo.

Já não estão mais lá.


Mágica? Loucura, talvez.

Mas, já sinto você e o seu cheiro,

Que volta a pairar no ar.


Meus secretos segredos

A noite veio revelar.


Vontades, devaneios.

Ela veio me causar.

E lógico, em meus sonhos,

Só você poderia estar.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Seguindo em frente

"E talvez não seja assim tão fácil. E talvez assim seja melhor. E talvez cada um reme para um lado. Mas, os mares que te cercam, talvez, sejam iguais aos meus. E a gente segue em frente!"


A noite é longa, com o desejo de que não acabe, mas, já acabou. Olho ao redor e, em minha volta, pingos de chuva, lágrimas.

Não quero sair de onde estou, parece que ali estou protegida. Mentira! A chuva está em cima de mim, também. Pois, me sinto molhada. Estou em lágrimas como todos os outros.

Tento me aquecer junto aos amigos. É chegada a hora de voltar. Estou em casa já. Com a cabeça no travesseiro, com o rosto molhado, ouvindo a chuva cair: “Cai a chuva e molha o meu amor”.

Lembro de tudo. Lembro de minutos atrás, lembro da primeira vez. Lembro querendo não lembrar. O que me fazia tão bem está doendo aqui dentro, está tudo ao contrario. Não tem nada certo.

A hora não passa mesmo. Olho o relógio de cinco em cinco minutos. 04h15min AM, 04h30min AM. É um misto de calor e frio. Não sei o que eu sinto: “Sente um frio e um calor que vai e vem, mas, não sabe bem o que é essa sensação. Isso é uma arte do seu coração”.

Devaneios. Consigo dormir, 05h30min. Era isso que o relógio do celular marcava pela última vez. Enfim, o sono e um novo dia. Que amanhasse feio, feio. Triste.

É o universo conspirando, sabe? Perdeu-se a cor, o dia está cinzento e as nuvens estão carregadas. A chuva ainda cai, como se lá em cima, ELES também estivem chorando.

Sinto-me mesmo assim: Pesada, molhada, cinza. É triste. É amedrontador. É novo. E, “o novo sempre vem”.

O que eu posso dizer? O que eu posso fazer? Deixem o vir. Por que, eu? Eu vou seguir em frente.

sábado, 15 de dezembro de 2007

"Manhã de Sábado"

"Coisas que eu sei, o meu rádio-relógio mostra o tempo errado. Aperte o play. Eu gosto do meu quarto, do meu desarrumado, ninguém sabe mexer na minha confusão. É o meu ponto de vista, não aceito turistas, meu mundo tá fechado pra visitação. Coisas que eu sei, o medo mora perto das ideias loucas."


O Sol saiu cedo, mais cedo do que o esperado. 9:30 da manhã e, eu já estou na rua. A claridade encomoda os olhos. Minha cara e meu humor são os mesmo, péssimos!

Nada pior do que acordar com o telefone tocando, em plena manhã de sábado, e ser engano. E, ao voltar para a cama, ter a animadora noticia: "Seu pai vai precisar de você hoje. Não pude ir...". Claro, tentei resistir. Virei de lado, cobri a cabeça...

Logo a consciência pesou. É só uma manhã de sábado, não seria muito esforço. Afinal, eles se esforçam a 18 anos, por mim.

O mal-humor é inevitável, porém, já pode ser visto um leve sorriso em meu rosto, que os clientes retribuem a mesma maneira, assim meio desanimado.

A hora não passa, não tenho muito a fazer. Comprei o jornal, dei uma folheada, tentei dar uma aprofundada na leitura mas, os olhares amedrontadores do meu pai, não me deixaram.

Monótono. A preguiça e o sono quase tomam conta de mim. Penso na vida e em tudo o que está se aproximando. Tento fazer a ficha cair, tento aceitar que o futuro é mesmo incerto. Exito em não fazer planos, tarde demais. É inevitável.

Os últimos meses têm sido assim: uma mistura de sorrisos e lágrimas. Sem saber se é certo ou errado, bom ou ruim. São mais três dias. Dias, esses, muito dolorosos.

Me perco nos pensamentos, os olhos começam a encher d'água. Não posso, não posso. É hora de parar. Parar de pensar. Sou interrompida por mais um cliente: "Moça, moça! Um café, por favor!". Estou desatenta, longe. E ele insiste. Sirvo-lhe, então, o café. O troco, eu cobro errado, ele me corrige, eu me desculpo com um sorriso tão sem graça quanto os anteriores.

Olho o relógio que marca meio-dia e meia. Confirmo no celular, procurando uma maneira de sair dali, daquele mundo de pensamentos. Não, não tem nenhuma SMS ou ligação perdida, que eu possa retornar, tentativa em vão. Lógico, penso comigo, a esta hora eu estaria durmindo. Todos devem estar fazendo o mesmo, que sorte!

Mais uma vez sou interrompida, desta vez, pela fome. Junto com ela, os clientes. Parece que todos tiveram fome agora, junto comigo. Que maravilha!

O balcão está lotado. Tem gente me chamando: uma, duas, três pessoas. Tenho então que me despedir dos pensamentos, que insistem em não ir.

Fazem três horas que estou aqui. Alguém me pediu café?

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

"Purificação"

"Mas eu sinto que eu tô viva, a cada banho de chuva que chega molhando meu corpo"

Já é noite, está chovendo. A janela estava fechada e, num ato contraditório, fui abri-la. Queria ouvir a chuva. Queria poder sentir. De bruços na janela, sentindo o vento bagunçar meus cabelos, me perco em meio à imensidão do céu azul escuro, em meio aos meus pensamentos.

Às vezes choro. Às vezes rio. E a vida segue. A chuva também. Ela está mais forte. Já posso sentir as gotas em meu rosto. Misturam-se com as lágrimas que ainda me sobram.

Num momento de loucura. No meu máximo. Fecho a janela e abro a porta do quarto. Desço as escadas, rapidamente. E, em meio segundo, encontro-me de novo com ela. Dessa vez, no quintal. Ela cai cada vez mais forte. A cada pensamento meu, ela fica mais intensa.

Tento resistir. É praticamente impossível. Sem mais nem menos, já estou junto a ela. Os pés descalços, o cabelo solto. A blusa vai ficando transparente, a calça já esta pesada. Tão pesada quanto à cabeça, já.

Olho pra cima. Digo pra chuva cair. Deixo a chuva cair. Molha meu corpo. Purifica minh’alma. Seca minhas lagrimas, leve-as com você. Pra qualquer rio. Pra lugar algum.