"Keep you in the dark you know they all pretend Keep you in the dark and so it all began // Send in your skeletons sing as their bones go marching in...again. They need you buried deep, the secrets that you keep are at the ready. Are you ready? I'm finished making sense. Done pleading ignorance (...)"
A noite se tornou a pior parte do seu dia e ela não sabe como isso aconteceu. Logo pra ela que sempre achou na lua a sua melhor companhia. Admirava àquela imensidão preta e contava as estrelas, enquanto esvaziava a mente. Sorria.
Aos poucos, não tinha tempo para mais nada. A rotina diaria ocupava-lhe por completo. Não deixando espaço para as palavras, os pensamentos soltos. Ou até mesmo para uma cerveja na mesa do bar, um telefonema. A janela permanecera fechada, o sol não entrara, a lua não aparecia mais.
O riso cessou. Deu lugar as lagrimas. Ao atravessar a porta do quarto, já não era a mesma; o computador distraia-a por algumas horas. Buscava na tela algo que não sabia bem o que era. Se perdia em conversas vagas.
Sempre preferiu o profundo ao superficial. Mas, agora não tinha como. Tinha que contentar-se com aquilo. Era meio como um tudo ou nada. Diz o ditado: 'tem que se abrir mão de algo para se conseguir outras coisas lá na frente'. Ela sabia. Assim o fez. Ou tentou fazer.
O travesseiro, a cama, o edredon. Uma agonia no peito, um aperto que chegava aos olhos - a essa altura desbotados -, pensamentos uns por cima dos outros, com e sem sentido. O passado, o presente e o futuro se misturam; e num piscar de olhos a imagem vai se desfazendo.
Se encolhe, se encolhe. Grita, chora. Morde. Pára. Levanta, abre a janela, sente o vento, ascende o cigarro, respira fundo. As lágrimas ainda caem, volta pra cama. E a lua vem lhe dizer: é dezembro, durma bem.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
A janela
Postado por Gabriela às 19:05 1 comentários
Marcadores: Crônicas
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Game Over
acompanhadas de uma dose de isque
Dúvidas.
Um abraço, um olhar, um cigarro.
Durante a madrugada,
As musicas no rádio.
Expectativas fazem-me expectadora.
Devaneios ao leu.
Noites friamente encatadoras.
A imagem desfaz-se:
Você lá, eu aqui.
Nos dois e um uisque.
Amanha. Fim.
Postado por Gabriela às 18:25 2 comentários
Marcadores: Poema
sábado, 21 de novembro de 2009
De volta.

Como já dizia o Rei Roberto Carlos: "Eu voltei e agora é para ficar. Porque aqui, aqui é o meu lugar".(♪)
Um tempo sempre é necessário. Prioridades existem. O tempo passa. Algumas coisas mudam, outras nem tanto. Os objetivos quase que os mesmos. Novas pessoas, novos lugares e muitas novas histórias para contar.
Constancia: as palavras não me deixam. A literatura continua a me fascinar. Por isso voltei, preciso exteriorizar o que de bom (e de ruim) aprendi ( e vou aprender). Dividir, compartilhar e aprender a levar algo a diante.
As vezes,o meu outro eu precisa ir a tona. Ele está cansado de ficar preso aqui dentro.(Adriano, ta me ouvindo?) rs!
É isso. Estou de volta.
Postado por Gabriela às 14:08 2 comentários
Marcadores: Outros
quinta-feira, 1 de maio de 2008
18 anos
"(...)Eu quis saber da minha estrela-guia/ Onde andaria meu sonho encantado/ Fada-madrinha vara de condão/Esse meu coração sonhando acordado/Vai nos levar para um mundo de magia/ Onde a fantasia vai entrar na dança/E quando o brilho do amor chegar/Eu quero é mais brincar, melhor é ser criança (...) "
O que é dar voz a você mesmo?! Como é se conhecer melhor?! Como você está se sentido agora?! Como se sentiu a vida toda?! As coisas mudam, você percebe?!
Ela não sabia responder a nenhuma dessas perguntas. Involuntariamente, sabia as respostas de todas mas, ainda assim, não conseguia responde-las. Não sabia a razão, não conseguia explicar de onde é que vinha tudo aquilo.
Tudo aquilo que não era pouco, apesar da pouca idade. 18 anos, experiências de vida, trabalho, estudos, irmãos, pais, brigas, tudo muito igual a todos, e tudo muito diferente também.
Não saber por que, mas existiam horas que a cruz parecia mais pesada ainda. Pensava, pensava. Fazia-se de vitima, apesar de querer resolver tudo sozinha para não preocupar ninguém. E, mesmo sendo depende de sentidos, aprendeu que às vezes é melhor estar só com você.
Ela não gosta de estar se sentindo assim. Afastou-se dos amigos, se trancou em seu quarto, inventou um novo mundo. Vive no seu mundo, só sente doer quanto o dia amanhece e a realidade bate na janela, invadindo seu quarto juntamente com os raios ultravioletas do Sol.
Sabe que precisa mudar, voltar ao começo, tentar reconstruir. Só não sabe onde está a sua força, a vontade e a coragem. Vai tentando arrumar desculpas, encontrar culpados. E de novo, sabe que não existe nada ou ninguém, que é apenas ela.
18 anos, adulta ou criança?! - Pergunta ela ao seu diário.
Pobre menina, não sabia que crescer era tão difícil assim. Compara com o primeiro beijo, a primeira bronca, a primeira vez. Algo que no inicio parecia complicado, mas que depois era bom.
Será mesmo que a parte boa existe?! Ela ainda não encontrou, por isso, não gosta de ser assim.
Queria voltar a sorrir, queria brincar de jogar bola, queria ficar feliz e satisfeita a ganhar um beijo. Queria os amigos de volta, queria a família de verdade. Queria uma porção de coisas...
Postado por Gabriela às 15:53 10 comentários
Marcadores: Crônicas
domingo, 27 de abril de 2008
Vamos brincar?!
Escudos transparentes, escudos protetores da alma.
Desconheça.
Não finja, não omita.
Não brinque, não diz que viu.
Você não me enxerga.
Sou mil e uma e não sou ninguem.
Seu sorriso, talvez.
Não entenda, se entenda antes, compreenda.
São esconderijos, cavernas submissas.
Conheça.
Haja, faça, arrisque.
Não tenha medo, seja você.
E talvez, eu possa ser eu.
Vamos brincar?
Postado por Gabriela às 23:02 1 comentários
Marcadores: Poema
domingo, 20 de abril de 2008
Confusão.
Está tudo assim, ainda confuso. Muitas coisas, sentimentos, compromissos, tempo. A falta de tempo. A falta de coragem. A ausência consentida. A vontade, a não coragem. O medo!
Me assustam, me distraem, me deixando estática. Corroem por dentro, traem pensamentos. Te faz pensar, te faz deixar. Aceita tudo sem questionar. Não tem forças para mudar.
Talvez não seja hora, tudo pode ser precipitado. Mas se não for agora, quando é que será? Quem diz? Quem decide? Se é certo ou errado. Agora ou depois? Passado, presente e futuro.
Você é o foco de tudo, primeiro o seu, depois o dos outros. Não dá para fugir. Não dá para se esconder. Se, ainda, não consegue encarar, não se force. Mas, não desista. Se esconda por agora, analise! Se recupere, e volte!
Não importa se vai demorar. Os períodos ruins ajudam a melhorar. O segredo é saber aproveitar. Eu sei, alguns talvez se percam no caminho... Dói, dói. Mas, o mundo dá voltas, a vida sempre dá.
Nada de orgulho, explica-se onde tudo estava. São lágrimas, são choros. Foi o que o silêncio calou. Não é porque se está longe, que não se está perto, como um dia já esteve mais. Tudo o que passou, fica. Fica guardado, registrado. E sempre que procurar vai achar, encontrar, renovar.
É só gritar, chamar, cantar, lembrar.
E nessa confusão, perdida, consigo mesmo. Menina que brinca de ser mulher, mulher que queria ser menina.
Postado por Gabriela às 00:43 1 comentários
Marcadores: Crônicas
sábado, 8 de março de 2008
Explicação.
Saudade daqui, das horas vagas...
Saudade de dormir até mais tarde,
Saudade da infância.
Saudade de saber expressar
E de sentir o gosto de doce em tudo.
Saudade da criança, dos amores e dos amigos.
Saudades de tudo, saudades de nada.
Saudades da vida.
Postado por Gabriela às 09:20 4 comentários
Marcadores: Poema


